domingo, 14 de agosto de 2011

O dia que é sempre Seu...

Eu sentia o cheirinho do café de lá do meu quarto. Ouvia o barulho do rádio que tocava suas músicas preferidas na cozinha.
Era ele. Levantava bem cedo, preparava o café pra todo mundo aos domingos. Me lembro que adoçava demais o café.
Ontem eu estava em Sorocaba, e dentro dos compromissos do dia, estava o de ir visitar seu túmulo.
Não fui. Aliás, não o fiz desde que você se foi. Não acho importante, não acho que você está ali. É como se eu fosse fazer uma visita à alguém que não está lá. Talvez isso esteja mascarando minha falta de coragem, talvez ainda seja dolorido demais. Não sei.
Eu prefiro pensar em você e me lembrar dos seus olhos lindos, do seu sorriso, da sua voz.
Prefiro sentir o seu abraço.
Pai, sinto muito a sua falta, e nesses dois anos da sua ausência, parece que a saudade e a dor só aumentaram.

Que vontade de ter você aqui, te abraçar.
Você foi O Pai, não só pra mim, mas pra muita gente...

Feliz dia dos Pais, da sua filha que te ama todos os dias.











segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Adaptação de verdade


Hoje a Gabi ficou sozinha de verdade na sala de aula... a professora já havia me avisado na última sexta-feira que essa semana iria ser a vez dela... e foi.
Chegamos as 13h30, atrasadas, o horário de verão bagunçou o coreto aqui em casa. O Fernando coincidentemente foi junto hoje, pra conhecer a tchurrrrma... ficou 1 minuto e sumiu (claro que ele não queria ver o momento mais tenso do dia...)
Descobrimos que a Manu, uma amiguinha que ela adora da classe, é filha de uma super colega de escola do Fernando.... super coincidência...
Às 14h00 fui convidada a me retirar da sala... ela estava brincando e preferi sair de fininho... fiquei na janela (que da classe não da pra ver nada, é como se fosse um espelho) e observei cada reação dela. Morri por dentro.
Ela veio andando, me procurando com os olhos, e quando não me viu, fez um beiço super sentido e triste.
Saiu andando desconsolada, triste, perdida com o copinho de água debaixo do braço... e lendo os lábios dela, percebi que ela perguntou onde estava a mamãezinha dela à professora... dali passou a próxima meia hora chorando, e cada hora era um que a levava andar pra lá e pra cá...
Como num passe de mágica, se envolveu numa brincadeira, começou a ajudar a professora, soltou uma risadona e pronto.. chega de choro... caras e bocas conversando com as amigas, com os amigos... e eu lá fora, devorando uma bela barra de chocolate ao leite...a professora havia prometido que após o lanchinho, eu iria chegar... e veio me avisar. Pedi que ela ficasse mais na sala sozinha e que ela me chamasse somente se a Gabi pedisse novamente... ela pediu, mas aí já eram 16h30! Veio correndo, me deu um abraço delicioso e fomos embora pra casa.. agarradas até o carro, e eu morrendo de orgulho...
entramos no carro e ela disse: "amanhã a mamãe num vai embóla?"

ave maria, amanhã há de ser outro dia... :)

* ironia do destino, hoje esqueci o celular e a máquina fotográfica!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Melting Pot

Tudo estava indo maravilhosamente bem e tranquilo no primeiro dia de aula da Gabriela... Seguiu os horários direitinho, começamos o "ritual" bem adiantadas... brincou lá fora até às 11h00, tomou banho e lavou a cabeleira, almoçou às 12h00, depois comeu sua frutinha picada, tomou seu suco em seguida, escovou os dentes, pegou a mochila e lá fomos nós pra escola...
No caminho ( que durou 2 minutos ) assistiu a sua querida Xuxa, foi cantando, me olhando meio desconfiada, mas cantando... kkk

Chegamos lá, ela desceu super feliz do carro, puxando sua mochilinha, perguntei se ela estava feliz e ela disse que sim. Quando começamos a subir as escadas que dão na recepção da escola, ela disse que ali era a sua escola. Que fofa. Fiquei com vontade de chorar naquela hora... minha bebezinha cresceu muito rápido, pensei. 
Ouvindo o blá blá blá das crianças, subiu toda feliz dizendo: tem criança mamãe, tem criança... naquele linguajar dos seus 2 anos de idade que eu adoro...

Sentou em uma das cadeiras da recepção e fomos uma das primeiras a chegar... as crianças mais velhas faziam fila do outro lado do vidro gigante que divide a recepção do pátio, e ela, doida pra ir até lá com elas... me pediu umas 3 vezes. 
Em instantes começaram a chegar os amiguinhos... loirinhos, moreninhos, gordinhos, pequenininhos, mais velhos, mais novos, com chupeta, sem chupeta, mas nenhum chorando... quando a recepção começou a encher... ela já tratou de pular no meu colo e ali ficou.

Conversei com algumas mães sobre a nossa ansiedade. Todas iguais.

Hora de entrar pra sala de aula. Para acostumar com a rotina, todas as crianças deixavam sua mochilinha no seu armarinho individual na entrada... mostrei que ali estava escrito "Gabriela" e , imitando os amiguinhos, ela mesma quis abrir, colocar a mochila e fechar. Mostrei que a chupeta e o paninho ficariam lá se ela precisasse. Com tanto tumulto, ela nem deu atenção.

Entramos na sala, todos no mesmo ritmo e na mesma ansiedade. Flash para todos os lados. As crianças a princípio brincaram muito tempo sozinhas, sem interagir. Lindas crianças, aliás. Em vários momentos me lembrei de quando EU era a teacher. Deu saudade.

Brinquedos para todos os lados, e as mesinhas viraram estações de atividades... massinha, giz de cera, blocos, bonecas, carrinhos... panelinhas... tudo que todos eles adoram.

A Gabriela começou nas panelinhas e em seguida foi cuidar das bonecas. Andava pra lá e pra cá... me procurava, e corria pro meu colo. Eu acolhia e brincava com ela. De repente, de novo: mais uma voltinha pra explorar o lugar novo, e voltava correndo. Assim passou a primeira hora de adaptação. Até que sentou no meu colo e de lá não saiu mais.

Formou-se então a roda que finaliza a aula. Cantamos várias musiquinhas, nos apresentamos, papais e crianças, uma delícia. 

Tudo corria MUITO bem.

A professora, Miss Jo, sacou de sua caixa de surpresas um fantoche. Era um cachorro muito fofo, orelhudo... a criançada adorou, foram ao delírio... menos a Gabi. Miss Jo então, começou a saudar cada criança com seu fantoche e quando chegou na Gabriela, ela dasabou a chorar, pediu chupeta e paninho e veio aquele desesperado: "Vamos embora, mamãe?" Era realmente hora de ir embora, então concordei, disse que também já estava cansada mas que voltaríamos amanhã... "não é filha"? Concordou em silêncio que sim, voltaria amanhã...

Chegando em casa contou pra babá que tinha SSolado na escola, por causa do caSSolo, mas que a mamãe fou buscar a pepeta e o mainho e ficou tudo bem...

Vamos ver amanhã... o cachorro estará lá, ele vai participar de todas as rodas de música que finalizam as aulas... mas tenho certeza que isso vai passar. Acho que essa hora foi a hora do chororô entalado... 

Posso dizer que vou dormir mais orgulhosa do que nunca!

Mamãe da Gabriela






segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Rio


Ouve o barulho do rio, meu filho
Deixa esse som te embalar
As folhas que caem no rio, meu filho
Terminam nas águas do mar
Quando amanhã por acaso faltar
Uma alegria no seu coração
Lembra do som dessas águas de lá
Faz desse rio a sua oração
Lembra, meu filho, passou, passará
Essa certeza, a ciência nos dá
Que vai chover quando o sol se cansar
Para que flores não faltem
Para que flores não faltem jamais


O Rio, Marisa Monte

domingo, 2 de janeiro de 2011

Sempre assim

Começar e terminar o ano assim...
Ser feliz é ser assim. Todo dia assim. Sempre assim.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo

Mais um ano.
Gabriela brincou o dia todo, incansável, linda, cheia de vida.
Rafaela passou o dia super tranquila, dentro da sua rotina de um bebê de 5 meses que quase nunca dá trabalho... um anjo.
Resolvi agora começar este blog junto com o ano que já finaliza seu primeiro dia.
Saúde, muita saúde a todos!
Mais um ano. Mais um ano sem ele.
Pai, você está sempre aqui com a gente.